Conheça o conceito de Indústria 4.0 e a “morte” do emprego convencional

08 de julho de 2019

 

 

Chamado de Quarta Revolução Industrial, o conceito de Indústria 4.0 trata sobre as mudanças na forma como a indústria atua e, consequentemente, como o mercado de trabalho é afetado. O processo de mudança no cenário industrial coloca em pauta a automatização dos processos e troca de dados através da computação em nuvem e da “criação” de fábricas inteligentes.

A origem do termo se deu através do governo alemão que promoveu a automatização da manufatura. Ao longo dos anos foram três revoluções industriais contabilizadas. Começando com a primeira onde houve a mecanização da produção; após veio a segunda com a produção em massa com ajuda da energia elétrica e, então, a Terceira Revolução Industrial – ou revolução digital – com o uso de aparelhos eletrônicos e a tecnologia da informação.

No Brasil, no entanto, ainda é lenta a implantação do conceito na indústria. É evidente o atraso da indústria brasileira nesse quesito, visto que 43% das empresas não identificam quais tecnologias têm potencial para alavancar a competitividade no setor industrial. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), tendo em vista questões estruturais, educacionais e culturais, ainda estamos longe de conseguir aplicar o conceito.

A “morte” do emprego como o conhecemos

Ao falarmos da nova Revolução Industrial não conseguimos fugir de uma previsão que pode vir a ser uma realidade: a “morte” do emprego como o conhecemos. Com a automatização da indústria evoluindo cada vez mais e passando de máquinas controladas por humanos a aparelhos, praticamente, autossuficientes que podem se auto operar ou, no máximo, contam com a necessidade de apenas uma pessoa, temos uma mudança no cenário empregatício.

Segundo pesquisa realizada pela consultoria Ernst & Young, um em cada três postos de trabalho deve ser substituído por tecnologia inteligente até 2025. As mudanças no mercado de trabalho estão mais próximas do que imaginamos. O estudo ainda afirma que até 2025, pode ocorrer a extinção de profissões como atendente de telemarketing, caixa de banco e mercados e árbitros esportivos.

No entanto, o caminho inverso pode ocorrer. Juntamente com a perda de postos de trabalho outros, em menor quantidade, podem vir a ser criados, como carreiras que lidem com tecnologia de ponta. Dessa forma, a qualificação profissional vai ser cada vez maior para que as pessoas se mantenham no mercado de trabalho.

O futuro é bastante imprevisível. Algumas profissões estão mais vulneráveis que outras dentro da evolução deste cenário, no entanto, isso não impede que ainda estejamos caminhando para uma “morte” do emprego convencional, onde a robótica e a automatização dos processos substitua um número considerável de profissionais. É esperar para ver e pensar em alternativas.

 

Escrito por Andrei Santos
Colaboração: João Franzen

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