A Síndrome de Burnout e o esgotamento profissional na área de tecnologia

06 de setembro de 2019

Incluída na lista de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente, a Síndrome de Burnout ou Esgotamento Profissional tem afetado uma parcela acima de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros. A doença foi responsável por, pelo menos, 75 mil pedidos de afastamento por doença registrados no país, segundo dados de 2016 da International Stress Management Association (ISMA).

Resultado de estresse crônico causado por altas cargas de trabalho, falta de reconhecimento, cobranças em excesso e competição não saudável dentro do ambiente corporativo, a doença tem incapacitado um grande número de trabalhadores. A área de tecnologia da informação é onde se encontram alguns dos profissionais mais propensos a desenvolver a síndrome. Pressão por resultados e prazos apertados são alguns dos motivos do estresse crônico que afeta os profissionais de TI.

A área de tecnologia e o estresse crônico

Segundo levantamento da consultoria Robert Half, cerca de 81% dos Chief Information Officers (CIOs) acreditam que a pressão exercida sobre os profissionais de Tecnologia da Informação aumentou nos últimos anos. Além disso, 66% dos profissionais dessa área estão dispostos a buscar outro emprego que, mesmo que pague menos, gere menos cobranças. O que podemos concluir com isso? Que há um grande problema ocorrendo nas empresas de tecnologia.

É importante observar a qualidade do ambiente de trabalho em que esses profissionais estão inseridos. A exigência por resultados para a empresa não deve ter em contrapartida a perda de saúde dos funcionários. Um colaborador estressado e esgotado não se sentirá motivado a alcançar suas metas e, com isso, os resultados não serão entregues.

Mas o que é o Burnout e por qual motivo tem incapacitado tantos profissionais?

A Síndrome de Burnout é uma reação do corpo aos excessos no trabalho. O corpo entra em colapso por conta de altas cargas de demandas e grande pressão. Há três sinais claros que podem – e devem – ligar o sinal de alerta.

Em primeiro lugar, o esgotamento físico e psíquico. O profissional tem a sensação de que não vai dar conta das tarefas delegadas a ele e isso gera um quadro de aumento de estresse que o deixa exausto física e mentalmente. Depois, há a indiferença. São apresentados quadros de cinismo, apatia e o trabalhador passa a não se importar com seu desempenho profissional. Por fim a baixa satisfação profissional, quando não há mais vontade de ir trabalhar. Mas antes disso, é preciso se atentar ao corpo, pois alguns dos primeiros sintomas são dores nas costas, nos músculos e na cabeça.

A síndrome ganhou status de doença apenas este ano, em maio, quando a OMS classificou o Burnout como uma “síndrome resultante de estresse crônico no trabalho que não teve uma boa administração”.

O que fazer?

A resposta para essa pergunta é simples: evitar o estresse, mas talvez seja mais fácil falar do que colocar em prática. Sabemos que ambientes de trabalho tem propensão de tornarem-se estressantes: muitas pessoas juntas, realizando suas demandas, cada qual com seus respectivos prazos, pressão e concorrência; cobranças cíclicas, situações tensa, deadlines apertados e tarefas acumuladas. Nesse panorama, é importante perceber que o estresse estará presente diariamente, mas ele não pode se tornar algo que fuja da administração pessoal, ou a única coisa que o seu colaborador perceberá no ambiente corporativo.

Algumas ações simples podem fazer diferença para o bem-estar do seu funcionário. Em primeiro lugar, lembre-se que essa pessoa tem emoções. Longas jornadas são causas do estresse crônico. Ajude-o a buscar equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Isso ajudará não só o colaborador a encontrar atividades de lazer nas horas livres, mas também a melhorar seu humor dentro da empresa, visto que o burnout causa prejuízo à produtividade e camaradagem.

Além disso, defina metas realistas. Você quer o resultado e, além disso, que as metas sejam alcançadas, certo? Então, qual o motivo de mirar em números irreais para sua equipe? É preciso lembrar que o dia tem apenas 24 horas e que não adianta alcançar a meta de qualquer jeito. Com mais realismo é mais fácil chegar aos objetivos co qualidade.

Mude as atividades. Ficar realizando a mesma tarefa por muito tempo é algo cansativo. Não é necessário mudar completamente a rotina do colaborador, mas tirá-lo de uma tarefa – principalmente quando está desempenhando há muito tempo – e incluí-lo em outra, diferente, já ajuda a mente a ficar mais descansada.

Por fim, cabe a cada membro da equipe construir um bom ambiente de trabalho. O estresse tem diversos fatores, mas há muitas formas de evitá-lo ou, pelo menos, minimizar sua “força” sobre os colaboradores. O índice de Burnout ainda é muito alto e todos na empresa tem capacidade de ajudar a diminuir o nível de estresse nos ambientes corporativos.

Andrei Santos Autor

Andrei é Produtor de Conteúdo da área de Marketing da WebGlobal. Graduado em Jornalismo, tem experiência de quase uma década em redação de jornais impressos e produção de conteúdo nos mais diversos segmentos.

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